quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Leonardo Gonçalves

Entrevista do site Supergospel com o cantor Leonardo Gonçalves cujo tem em suas música fortes inlfuências de Jazz




Como iniciou sua carreira musical?
É engraçado você dizer "carreira"... Soa engraçado aos meus ouvidos. Eu sempre estive envolvido com a música, se é isso que você quer saber... Desde os cinco anos de idade. Depois da musicalização infantil fiz sete anos de viola da gamba, que é um instrumento barroco que estou até pensando em ressuscitar pro meu novo cd (faz cinco anos que eu não pego nela). Comecei a cantar relativamente tarde, aos 15 anos de idade num grupo chamado tom de vida e no coral jovem do iasp (internato adventista em que estudei por 3 anos); depois ainda cantei no coral universitário do unasp, no grupo novo tom (www.novotom.com.br) e no côro bach do instituto de artes da unicamp. O ministério estava sendo preparado para mim, já durante todo este tempo, mas só surgiu efetivamente com a gravação do meu cd "poemas e canções" que saiu da fábrica numa segunda-feira, dia 17 de junho de 2002 depois de um ano e dez meses de produção...
O que você atualmente está fazendo?
Hmmm... Pergunta interessante. Além de estar viajando e fazendo menos apresentações do que nos últimos 3 anos (mas ainda com a maioria dos finais de semana esgotados), estou em fase de pré-produção do meu segundo cd, uma fase muito decisiva e complicada que estou vivendo desde julho do ano passado já, mas agora mais intensamente. Estou fechando os arranjos de base e algumas das letras que ainda faltam terminar de escrever... Muitas orações (conto com a de vocês, inclusive).
Li em um site que você é formado em Letras pela Unicamp e percebo também que seu CD é repleto de mensagens poéticas. Você sempre se interessou em compor, além de cantar? Inclusive, alguns poemas não são de sua autoria, seriam de amigos?
Na verdade eu sou daqueles mais tradicionais que separam o letrista do compositor. Sempre puxei mais pro lado "escritor" do que pro de músico. Escrevi minha primeira narração em 7 folhas de sulfite aos oito anos de idade (sobre um cavaleiro que, para conquistar sua donzela, precisava vencer um dragão invisível), risos. Desde os 13 anos de idade escrevo mais regularmente... Sim, valorizo muito as letras nas músicas, mas mais do que isso, valorizo o casamento entre letra, música e mensagem (que está tanto na letra como na música, como no arranjo, como na maneira em que os instrumentistas tocam e o vocal e os solistas cantam, além de estar num lugar intangível que ninguém consegue explicar, às vezes). No primeiro cd compus apenas uma música (somente Seu, Senhor), fiz uma letra (volta) e uma versão (não preciso mais temer). Nunca tive a pretensão de ser compositor, apesar de Deus ter me dado algumas músicas pra este segundo cd. Quando escolhi o repertório só não conhecia pessoalmente João Alexandre, Stênio e Pr. Edilson Botelho. Hoje só falta conhecer o Stênio... (aliás, preciso fazer isso!) com todos os outros compositores, letristas e arranjadores já tinha um relacionamento de anos...
O que você acha do atual panorama gospel brasileiro?
Acho que é como em tudo... Existem coisas boas e não tão boas, e com a quantidade de evangélicos que se tem hoje, tudo em maior quantidade e intensidade. Todos concordamos que estamos no tempo do fim, acho, e as características disso estão em todas as partes. A falta de amor nos corações, os falsos profetas... Graças a Deus e Sua misericórdia ainda existe um grupo - que nem é tão pequeno, mas quem sabe faz menos barulho - que se mantém fiel, como toda a galera do João Alexandre (como eu chamo os irmãos Kerr, a galera que participou do vento livre, Gladir Cabral, Stênio e Edilson Botelho, etc, acho que eles seguem uma mesma linha). Graças a Deus que existem inúmeras pessoas que apesar do sucesso e de uma agenda absurdamente lotada ainda mantém sua comunhão diária e o foco no lugar certo (como o diante do trono). Sou contra a massificação, apenas. Em todos os níveis. As maiores verdades viram chavões quando não são vividas, e hoje todos querem ser olho, dentro do corpo de Cristo, todos os cantores evangélicos querem fazer adoração profética. Será que Deus quer, hoje, apenas adoração profética? Ou será que isso é apenas uma tendência do mercado?! Não é o mercado que deveria reger as decisões de repertório, mas o Espírito de Deus.
O que você gosta de ouvir nas horas vagas e que dicas de CDs você poderia dar para os leitores do Supergospel?
Hmmm... Primeiro meus irmãos que também são amigos... Pra quem não conhece quem vou citar, pesquisem. Garanto que vale a pena: Sonete, Regina mota, Novo Tom, Alessandra Samadello, Arautos do Rei, Iveline, Art'trio, Darlene Lima, Robson Fonseca e vai sair ainda este semestre um grupo chamado expressão vocal que é um quinteto misto MUITO bom. Além disso, o óbvio e sempre por mim citado João Alexandre.
A canção "Coração" é uma regravação do clássico de João Alexandre. Percebo que suas músicas em alguns aspectos se assemelham às influências de MPB e bossa nova que estão presentes nas canções do João. Fale um pouco sobre isso.
Nossa...! Que elogio! Com certeza quero seguir a linha dele... Ele em muitos sentidos é meu exemplo. Ele não canta apenas o que o seu público quer ouvir, mas o que todos nós precisamos ouvir, e infelizmente pagou e paga muito caro por isso. Ele é o músico evangélico mais completo que a gente tem, compõe, escreve, toca e canta em perfeita harmonia. Segundo os teólogos profeta é quem traz um recado de Deus para Seu povo. Profeta não é vidente que prevê o futuro. Moisés não falou nada do futuro e foi um dos maiores profetas que o mundo já viu. Segundo esta definição, João Alexandre é profeta, e, como muitos dos profetas bíblicos o foram, é um "outsider"; muitos não querem ouvir o recado que Deus quer nos dar através dele... Chega a ser engraçado, mas queria ver ele ganhar um troféu talento. O prêmio de melhor cd independente deveria ser dele toda vez em que lança um. No mínimo este!
Como foi o processo de gravação do disco e os arranjos instrumentais?
Já adianto que esta resposta é longa e bastante técnica. Quem tiver curiosidade, leia. Quem não tiver, pule pra próxima. Não vou explicar alguns termos técnicos em todos os detalhes para não me delongar ainda mais, tá? Deixe-me explicar como eu gostaria que fosse o processo desta vez, com a ajuda de Deus:
Primeiramente vem a fase de pré-produção. É a fase em que menos se gasta dinheiro e mais se gasta tempo. Você vai escolher o repertório e ver se ele funciona com sua voz, nem tudo o que a gente gosta a gente sabe cantar, entende? E nem tudo o que a gente sabe cantar a gente realmente deve cantar. Se o Espírito Santo não estiver presente em todas as decisões nesta fase, você pode gravar orquestra em londres que vai ser dinheiro jogado fora. Nesta fase eu me reuno com muitos amigos que eu sei terem uma ligação com Deus e não apenas mostro o que ando pensando, mas ouço muito do que eles têm pra me dizer. (eu tô nessa fase desde julho do ano passado e não pára de aparecer música boa pra eu gravar, o que é maravilhoso, mas enrola o meio de campo; tenho um pouco de dificuldade de finalizar esta fase, honestamente). É nesta fase que você vai ver qual a tonalidade melhor de cada música, qual o andamento certo... Tudo isso faz TODA a diferença, depois, e a verdade é que, por melhores produtores que sejamos, ninguém tem a fórmula certa do que pode ou não abençoar vidas (porque é isso que nos propomos fazer certo?). Por isso que temos de recorrer a Deus quase que desesperadamente. Nesta fase também fica definido qual a instrumentação de cada música.
Depois vem a gravação de base, de acordo com o que se definiu na pré-produção, piano, teclados-base (diferente de cobertura), bateria, baixo e guitarra. De acordo com a necessidade, e uma boa e já profissional voz guia (que acaba sendo a definitiva em muitos casos). Depois disso o ideal é ficar umas duas semanas só ouvindo tudo e ver se tá tudo certo, mostrar pra um monte de gente e ver a reação, perguntar a opinião de todo mundo, desde o doutor até a doméstica e ouvir sincera e sensatamente. Nem tudo o que vão dizer é pertinente, mas vale a pena ouvir. Depois disso você já sabe que música é o que no repertório e em função disso você maneja o pouco dinheiro que normalmente se tem para fazer as coberturas. Quando se pode colocar, por exemplo, cordas em 4 músicas, já é muito! E você vai escolher, além do que cada música pede, de acordo com a importância da música dentro do repertório.
Daí você envia as bases com a voz guia para os que farão os arranjos de cobertura (metais, cordas, grande orquestra, o que tiver que ver com o repertório e o orçamento comportar). Eles demoram pelo menos um mês a dois pra fazerem os arranjos. No caso do poemas e canções, dois arranjadores entregaram em dois meses e meio, enquanto outros demoraram até 9 meses... Mas eu não dei prazo, queria que eles fizessem tudo com calma. O próximo passo é gravar estas coberturas, no caso ideal somente depois disso você grava os vocais (bgvs) pra galera ter mais noção da pegada da música. Somente depois disso se grava a voz principal (paciência, galera... só mais três fases).
O ideal é reservar pelo menos duas semanas para fazer as edições tanto de voz como de tudo quanto for necessário... Limpar os canais, enfim, preparar tudo para a mixagem. Este é o momento de ser chato e prestar atenção em cada detalhe, cada nota cantada, cada corte de "s" do vocal, cada virada de bateria, cada caixa, cada bumbo, etc. Somente depois disso se pode mixar tranqüilamente. Mixar é criar a sonoridade do projeto, colocar todos os elementos em seu devido lugar, é a parte tecnicamente mais difícil, mas também emocionalmente, porque muitas vezes, como aconteceu comigo, você se apaixona por um arranjo de cordas, mas tem de escondê-lo em prol da mensagem a ser transmitida (afinal é um cd de um solista ou de uma orquestra?). É muito doloroso... Cheguei a sair do estúdio pra chorar algumas vezes, e mentalmente, porque você fica preso dentro de uma sala com ar condicionado (que odeio) ouvindo a mesma música às vezes centenas de vezes. a música "getsêmani" demorou dois dias e meio para ser mixada. "Não preciso mais temer", três dias, e assim por diante. É muito doloroso, mas fiz questão de acompanhar tudo! Depois disso vem a masterização que é quando se define a ordem do cd (outro momento de mais intensa oração; em todas as fases se precisa de oração, mas a pré-produção e a escolha da ordem do cd é sempre a parte mais crítica) e deixa a sonoridade geral mais redonda, define o volume de uma música pra outra e quantos segundos separarão cada música. Acho que é isso... "Só".
Como é para você ver que seu trabalho tem sido elogiado por pessoas que trabalham muito com música, como o André Valadão do Diante do Trono (no site Supergospel o André elogiou o disco "Poemas e canções")?
É. O pessoal do diante do trono tem me dado muito apoio moral. O melhor elogio que recebi até hoje foi do pr. André. Ele disse que eu era "o João Alexandre da nova geração". Nunca vou esquecer, nem acredito que seja verdade. João me supera em muito sentidos, mas fiquei muito feliz em receber este elogio dele. Em Mauá ele me chamou ao palco do ministério mais que abundante para cantar pra uma platéia de milhares de pessoas que nunca haviam ouvido falar de mim, na primeira vez em que me viu! Ele queria que eu cantasse getsêmani no apelo, no momento espiritualmente mais importante de sua programação, sem nem me conhecer (acabou não acontecendo porque a chuva aumentou muito). Isso é um voto de confiança muito grande, sabendo ainda o homem espiritual que ele é dá outro valor a este gesto. Quando o João Alexandre me elogiou em público, num evento que fizemos juntos, em salvador, foi um momento muito emocionante, também. Ouvir de Lineu Soares (o primeiro que me deu oportunidade de cantar, quando eu cantava muito mal, mas que acreditou em mim, antes de qualquer outra pessoa, um grande músico, diretor do grupo novo tom), depois de uma programação minha "você lavou minha alma". Ter o reconhecimento da minha família! Meu irmão mais velho (pr. André Gonçalves), um dos maiores músicos que conheço; meu irmão do meio, Márcio Gonçalves, uma das pessoas mais sensíveis musical e espiritualmente que conheço; ouvir do meu pai, Wolfgang Witzig, que admira minha perseverança e ter seu respaldo; sentir o apoio da minha mãe, Telma Witzig, que me conhece mais do que ninguém e ainda assim me acha digno de ser considerado ministro da música; meu pai Francisco Gonçalves, que, embora tenha cantado nos Arautos do Rei em 1979-1980, não tem vergonha, mas orgulho de dizer aos seus amigos e contemporâneos (dos quais muitos me criticam) que é meu pai; minha avó Áurea Monteiro Soares, grande educadora da igreja adventista do sétimo dia que compreende que eu posso fazer algo pelos jovens que ela não pode fazer; meu avô Williams Costa, que ora por mim todos os dias e adora quando eu canto em hebraico; meu tio Williams Costa Jr., um dos pioneiros da música evangélica no Brasil, produtor do meu cd, um dos maiores orquestradores que este Brasil já viu; tio Ita, tia Tânia, tia Sonete, tia Tércia, todos os primos, toda a família em volta redonda e os da Alemanha. Se eles me reconhecem como ministro chamado por Deus, eles que conhecem meus defeitos, isso é o maior reconhecimento que alguém pode ter.
Ano passado, circulou um comercial na RedeSuper com a música "Getsêmani" e cenas da crucificação de Cristo. Confesso que me emocionei vendo este comercial. Como foi a criação do comercial e a escolha de sua música?
Pra ser bem honesto, eu não sei. Sei que o pessoal da lagoinha gostou muito da música e, primeiro como boato, fiquei sabendo que eles tinham feito um clipe e que este estava rodando na RedeSuper. Depois isso se confirmou, daqui a pouco tá um boom na internet com todo mundo falando pra mim deste clipe. Eu o assisti uma vez, infelizmente com qualidade baixa, na internet. Fizeram um excelente trabalho, mas não teve nada que ver comigo, na verdade, foi um favor que me fizeram quando nem me conheciam. E, além de abençoar milhares de pessoas, ajudou muito na divulgação do meu cd.
Deixe alguma mensagem para os leitores do site.
Cito um amigo, Valdecir Lima, através da letra de uma música que ainda nem foi lançada do novo cd do grupo Novo Tom:
O mundo corre em busca de sucesso
e a vida em tanta guerra se desfaz
o homem sonha as glórias do progresso,
mas anda velozmente para trás
só Deus concede a glória verdadeira
só nEle a vida tem real valor
é Ele quem promete um mundo novo
sem medo, sem tristeza e sem rancor
a glória desta terra é passageira
a vida passa e tudo o que ela traz
não temo o futuro pois tenho Deus comigo
pode cair o mundo estou em paz
entrega teu caminho ao Senhor
confia nEle e o mais Ele fará
é este o sucesso verdadeiro:
estar no mundo, mas em Deus confiar
a glória desta terra é passageira
a vida passa e tudo o que ela traz
não temo o futuro pois tenho Deus comigo
pode cair o mundo estou em paz
na batalha contra o mal
Cristo é o grande vencedor
Ele é o nosso general
Ele é o nosso Salvador
a glória desta terra é passageira
a vida passa e tudo o que ela traz
não temo o futuro pois tenho Deus comigo
pode cair o mundo estou em paz
Deus abençoe a nós todos. Que possamos enxergar uma vez por todas quão próxima está a volta de Jesus, e que tomemos as medidas cabíveis. Que coloquemos "nossa casa em ordem". Todos os dias.

Música Gospel

M ú s i c a____G o s p e l








A música gospel (do inglês "gospel", que significa "evangelho") é um gênero musical contendo mensagens bíblicas, de forma direta e/ou indiretamente. Desde os primórdios, a música que fale sobre o Deus bíblico sempre existiu na tradição dos hebreus(prova disto, é o livro de Salmos do antigo testamento). A partir de Jesus, as músicas religiosas passam a conter mensagens do evangelho. A música gospel sempre existiu, talvez não com essa denominação específica. O início do destaque desse estilo musical teve origem afro-americana, nascido nas fazendas de escravos no sul dos Estados Unidos. Os escravos cantavam músicas religiosas com mensagens escondidas em suas letras. As mensagens poderiam conter informações sobre terrenos, quais estradas e rios evitar e números de homens patrulhando tais estradas e rios. Essas canções eram cantadas pelos escravos presos, durante a noite, quando se sabia que havia escravos em fuga a fim de orientá-los rumo ao norte livre. Esse costume continuou quando os escravos foram libertados invadindo igrejas e templos afro-americanos por todo os Estados Unidos.


História


O gospel em sua forma original era geralmente interpretada por um solista, acompanhado de um coro e um pequeno conjunto instrumental. Grandes intérpretes da música norte-americana começaram assim, como cantores de gospel nas igrejas. É o caso de Mahalia Jackson, Bessie Smith e Aretha Franklin, além de Ray Charles. O gospel ajudou a moldar toda a música negra dos Estados Unidos neste século: ragtime, blues e jazz. E foi também influenciado por ela, assumindo formas às vezes surpreendentes em se tratando de música religiosa. É o caso dos quartetos gospel, surgidos após a Segunda Guerra Mundial, com suas música gritada, sua dança cheia de sacolejos e roupas extravagantes. Nesta fonte foi "beber" o rock dos anos 50, desde Bill Haley e seus cometas passando por Jerry Lee Lewis e principalmente Elvis Presley.
Atualmente nos
Estados Unidos e em outros países, o Gospel está incluído como uma categoria tradicional de música cristã.
Comercialmente e na forma que tem atualmente, a música cristã estourou nos Estados Unidos a partir dos
anos 70. O rock, em mais uma volta da história, passa a ser o carro chefe da música cristã. Todavia, outros ritmos como o funk e o reggae também são por ela adotados. O que a define não é o gênero musical, mas a mensagem: justiça social, o evangelho de Cristo, harmonia entre os homens. Bandas como Stryper (heavy metal), de Los Angeles, tocam música cristã, ou Gospel. Grandes espetáculos se organizam por todo o país e cada vez mais emissoras de rádio criam programações gospel. Hoje o prêmio Grammy, considerado o Oscar da música, inclui a categoria gospel, além da música cristã para premiar seus talentos com o Prêmio Dove Awards.
Na música cristã internacional destacam-se atualmente
Michael W. Smith, os grupos Vineyard, Hillsong Music Australia, Kirk Franklin; e nos anos 90, os ministérios Hosanna!Music, Maranatha; as bandas Petra, Guardian, Bride; as cantoras Amy Grant, Crystal Lewis, entre outros.
Ainda na vertente metal, surgiram bandas como:
Tourniquet e Mortification que elevaram o "metal gospel" à categoria, segundo seus fãs, de grande qualidade.
O cenário do "rock cristão" teve como grande nome e destaque a banda
Petra, dos Estados Unidos, umas das pioneiras do estilo em todo o mundo.


Gospel no Brasil


A "música cristã" no Brasil é generalizada erroneamente como "gospel". O Gospel em alguns países é tido como um estilo musical, e não engloba a música cristã como um todo como no Brasil e outros países. O termo trazido ao país virou sinônimo de todo tipo de música cristã, significando até mesmo, nos dias atuais, um estilo de vida ou "jeito de ser".
O termo "gospel" foi usado pela primeira vez no Brasil nos anos 80 pela
Gravadora Gospel Records, pioneira neste segmento. Sendo Estevam Hernandes Filho patentiador desta marca em território nacional, Estevam tem todos os direitos sobre a marca "gospel".
A música cristã protestante no brasil tem origens mais antigas, remontando ao final do século XIX e início do século XX, com a vinda de missionários estrangeiros, principalmente batistas e presbiterianos americanos. As igrejas protestantes então adotaram muitos hinos de origem estrangeira, alguns com a influência americana do "gospel". Hinários inteiros foram traduzidos e editados, como o "Salmos e Hinos" , "Harpa Cristã" e "Cantor Cristão". A partir do final da década de 60, grupos nacionais como
Vencedores Por Cristo (VPC), entre outros, começaram treinamentos de formação de músicos e viagens para divulgação, começando então a influenciar o estilo de músicas de todas as igrejas evangélicas do Brasil
A música Gospel no Brasil se populariza no final da década de 80, quando entram em evidência ministérios de louvor como
Koinonya, Katsbarnea, Voz da Verdade, Vencedores por Cristo, entre outros.
Ja na década de 90 de destacam os grandes grupos de louvor como
Renascer Praise e Diante do Trono.
Embora haja grupos em atividades desde o início dos anos 80, a música gospel é basicamente um fenômeno da
década de 90. No país, além do rock, assimilou inúmeros ritmos, como samba, sertanejo, entre outros ritmos.
Logo surgiram as primeiras gravadoras evangélicas no Brasil que fez com que a onda gospel crescesse mais rapidamente pelo Brasil.
Diferente de outros países, a música gospel no Brasil não é tão conhecida no mundo secular, ficando praticamente restrita a cena evangélica. São poucos os artistas que se projetaram fora do público evangélico. Nos últimos anos, músicas cristãs de origem evangélica passaram a também fazer parte do repertório de grupos e cantores católicos, como o Pe.
Marcelo Rossi (que utilizou músicas como Fico Feliz de Aline Barros)

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Um Pouco da História do Jazz

Nascido do blues, das work songs dos trabalhadores negros norte-americanos, do negro spiritual protestante e do ragtime, o jazz passou por uma extraordinária sucessão de transformações no século XX. É notável como essa música se modificou tão profundamente durante um período de apenas um século.


O termo jazz começa a ser usado no final dos anos 10 e início dos anos 20, para descrever um tipo de música que surgia nessa época em New Orleans, Chicago e New York. Seus expoentes são considerados "oficialmente" os primeiros músicos de jazz: a Original Dixieland Jass Band do cornetista Nick LaRocca, o pianista Jelly Roll Morton (que se auto-denominava "criador do jazz"), o cornetista King Oliver com sua Original Creole Jazz Band, e o clarinetista e sax-sopranista Sidney Bechet. Em seguida, vamos encontrar em Chicago os trompetistas Louis Armstrong e Bix Beiderbecke, e em New York o histriônico pianista Fats Waller e o pioneiro bandleader Fletcher Henderson. Em 1930 o jazz já possui uma "massa crítica" considerável e já se acham consolidadas várias grandes orquestras, como as de Duke Ellington, Count Basie, Cab Calloway e Earl Hines.


A evolução histórica do jazz, assim como da literatura, das artes plásticas e da música clássica, segue um padrão de movimento pendular, com tendências que se alternam apontando em direções opostas. Em meados dos anos 30 surge o primeiro estilo maciçamente popular do jazz, o swing, dançante e palatável, que agradava imensamente às multidões durante a época da guerra. Em 1945 surge um estilo muito mais radical e que fazia menos concessões ao gosto popular, o bebop, que seria revisto, radicalizado e ampliado nos anos 50 com o hard bop. Em resposta à agressividade do bebop e do hard bop, aparece nos anos 50 o cool jazz, com uma proposta intelectualizada que está para o jazz assim como a música de câmara está para a música erudita.
O
cool e o bop dominam a década de 50, até a chegada do free jazz, dando voz às perplexidades e incertezas dos anos 60. No final dos anos 60, acontece a inevitável fusão do jazz com o rock, resultando primeiro em obras inovadoras e vigorosas, e posteriormente em pastiches produzidos em série e de gosto duvidoso. Hoje existe espaço para cultivar todos os gêneros de jazz, desde o dixieland até o experimentalismo free, desde os velhos e sempre amados standards até as mais ambiciosas composições originais para grandes formações. Mas qual seria o estilo de jazz próprio dos dias de hoje? Talvez o jazz feito com instrumentos eletrônicos - samplers e sequenciadores - num cruzamento com o tecno e o drum´n´bass. Se esse jazz possui a consistência para não se dissolver como tantos outros modismos, só o tempo dirá.


Confira abaixo o diagrama da evolução do jazz, segundo apresentado por Joachim-Ernest Berendt em seu livro:Jazz: do Rag ao Rock.



texto retirado do site:

http://www.ejazz.com.br/ojazz/historico.asp

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Origem do Estilo


a. LIVRO: “O JAZZ - do rag ao rock” págs. 131 a 135, de Joaquim Berendt
Editora Perspectiva


SPIRITUAL E GOSPEL-SONG


Existem alguns observadores que chegam a afirmar que a música gospel teve papel mais importante no desenvolvimento do moderno rock, pop e jazz do que o próprio blues. Charles Keil conta que em Chicago, a capital mun­dial do blues, existem pelo menos 40 igrejas para cada local onde se toca blues ou jazz. Isso significa que o jovem negro tem 40 vezes mais chances de ouvir gospel do que blues...

O jazz e a gospel-song são tão intimamente ligados que a maioria das grandes cantoras do jazz iniciaram suas carreiras como cantoras de igreja. Entre elas podemos citar Sarah Vaughan, que representa, vocalmente, para o jazz moderno aquilo que Charlie Parker o foi como instrumen­tista; Dinah Washington, já falecida, que era considerada the queen do rhythm and blues e que era não apenas can­tora mas também pianista e a já citada Aretha Franklin. O contrário também aconteceu. A grande cantora do gos­pel, a já falecida Sister Rosetta Tharpe, veio do jazz onde, nos anos 30, foi uma famosa vocalista dos conjuntos de Cab Calloway e Lucky Millinder. E o mais famoso com­positor de gospel-songs, Thomas A. Dorsey, iniciou sua carreira nos anos 20 e início dos 30 em Chicago como um pianista de boogie-woogie e blues.
O guitarrista Danny Barker conta, a respeito de Bessie Smith: “Para as pessoas que iam muito à igreja antigamen­te nos Estados do Sul, como eu o fazia, não havia grande diferença entre o canto de Bessie Smith e o de um prega­dor ou evangelista. Ela era, em certo sentido, o que é hoje um BilIy Graham...”
E o tocador de banjo do início do jazz Bud Scott, cantava: “Buddy Bolden ia à igreja todo domingo era lá que buscava as idéias para o seu jazz...”


retirado do site:

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